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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

45 escândalos que marcaram o governo FHC

O Brasil não esquecerá - 45 escândalos que marcaram o governo FHC

O documento "O Brasil não esquecerá - 45 escândalos que marcaram o governo FHC", de julho de 2002, é um trabalho da Liderança do PT na Câmara Federal de Deputados. O objetivo do levantamento de ações e omissões dos últimos sete anos e meio do governo FHC, segundo o então líder do PT, deputado João Paulo (SP), não é fazer denúncia, chantagem ou ataque. "Estamos fazendo um balanço ético para que a avaliação da sociedade não se restrinja às questões econômicas", argumentou. Entres os 45 pontos estão os casos Sudam, Sivam, Proer, caixa-dois de campanhas, TRT paulista, calote no Fundef, mudanças na CLT, intervenção na Previ e erros do Banco Central. A intenção da Revista Consciência.Net em divulgar tal documento não é apagar ou minimizar os erros do governo que se seguiu, mas urge deixar este passado obscuro bem registrado. Leia a seguir:Itinerário de um desastreNenhum governo teve mídia tão favorável quanto o de FHC, o que não deixa de ser surpreendente, visto que em seus dois mandatos ele realizou uma extraordinária obra de demolição, de fazer inveja a Átila e a Gêngis Khan. Vale a pena relembrar algumas das passagens de um governo que deixará uma pesada herança para seu sucessor.A taxa média de crescimento da economia brasileira, ao longo da década tucana, foi a pior da história, em torno de 2,4%. Pior até mesmo que a taxa média da chamada década perdida, os anos 80, que girou em torno de 3,2%. No período, o patrimônio público representado pelas grandes estatais foi liquidado na bacia das almas. No discurso, essa operação serviria para reduzir a dívida pública e para atrair capitais. Na prática assistimos a um crescimento exponencial da dívida pública. A dívida interna saltou de R$ 60 bilhões para impensáveis R$ 630 bilhões, enquanto a dívida externa teve seu valor dobrado.Enquanto isso, o esperado afluxo de capitais não se verificou. Pelo contrário, o que vimos no setor elétrico foi exemplar. Uma parceria entre as elétricas privatizadas e o governo gerou uma aguda crise no setor, provocando um longo racionamento. Esse ano, para compensar o prejuízo que sua imprevidência deu ao povo, o governo premiou as elétricas com sobretaxas e um esdrúxulo programa de energia emergencial. Ou seja, os capitais internacionais não vieram e a incompetência das privatizadas está sendo financiada pelo povo.O texto que segue é um itinerário, em 45 pontos, das ações e omissões levadas a efeito pelo governo FHC e de relatos sobre tentativas fracassadas de impor medidas do receituário neoliberal. Em alguns casos, a oposição, aproveitando-se de rachas na base governista ou recorrendo aos tribunais, bloqueou iniciativas que teriam causado ainda mais dano aos interesses do povo.Essa recompilação serve como ajuda à memória e antídoto contra a amnésia. Mostra que a obra de destruição realizada por FHC não pode ser fruto do acaso. Ela só pode ser fruto de um planejamento meticuloso.
Deputado João Paulo Cunha Líder do PT

1 - Conivência com a corrupção - O governo do PSDB tem sido conivente com a corrupção. Um dos primeiros gestos de FHC ao assumir a Presidência, em 1995, foi extinguir, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo combater a corrupção. Em 2001, para impedir a instalação da CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se especializou em abafar denúncias.
2 - O escândalo do Sivam - O contrato para execução do projeto Sivam foi marcado por escândalos. A empresa Esca, associada à norte-americana Raytheon, e responsável pelo gerenciamento do projeto, foi extinta por fraudes contra a Previdência. Denúncias de tráfico de influência derrubaram o embaixador Júlio César dos Santos e o ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Mauro Gandra.
3 - A farra do Proer - O Proer demonstrou, já em 1996, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para FHC, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais.
4 - Caixa-dois de campanhas - As campanhas de FHC em 1994 e em 1998 teriam se beneficiado de um esquema de caixa-dois. Em 1994, pelo menos R$ 5 milhões não apareceram na prestação de contas entregue ao TSE. Em 1998, teriam passado pela contabilidade paralela R$ 10,1 milhões.
5 - Propina na privatização - A privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, é acusado de pedir propina de R$ 15 milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamin Steinbruch, que levou a Vale, e de ter cobrado R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.
6 - A emenda da reeleição - O instituto da reeleição foi obtido por FHC a preços altos. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara.
7 - Grampos telefônicos - Conversas gravadas de forma ilegal foram um capítulo à parte no governo FHC. Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.
8 - TRT paulista - A construção da sede do TRT paulista representou um desvio de R$ 169 milhões aos cofres públicos. A CPI do Judiciário contribuiu para levar o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal, para a cadeia e para cassar o mandato do Senador Luiz Estevão (PMDB-DF), dois dos principais envolvidos no caso.
9 - Os ralos do DNER - O DNER foi o principal foco de corrupção no governo de FHC. Seu último avanço em matéria de tecnologia da propina atende pelo nome de precatórios. A manobra consiste em furar a fila para o pagamento desses títulos. Estima-se que os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor dos precatórios para a quadrilha que comandava o esquema. O órgão acabou sendo extinto pelo governo.
10 - O "caladão" - O Brasil calou no início de julho de 1999 quando o governo FHC implementou o novo sistema de Discagem Direta a Distância (DDD). Uma pane geral deixou os telefones mudos. As empresas que provocaram o caos no sistema haviam sido recém-privatizadas. O "caladão" provocou prejuízo aos consumidores, às empresas e ao próprio governo. Ficou tudo por isso mesmo.
11 - Desvalorização do real - FHC se reelegeu em 1998 com um discurso que pregava "ou eu ou o caos". Segurou a quase paridade entre o real e o dólar até passar o pleito. Vencida a eleição, teve de desvalorizar a moeda. Há indícios de vazamento de informações do Banco Central. O deputado Aloizio Mercadante, do PT, divulgou lista com o nome dos 24 bancos que lucraram muito com a mudança cambial e outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas.
12 - O caso Marka/FonteCindam - Durante a desvalorização do real, os bancos Marka e FonteCindam foram socorridos pelo Banco Central com R$ 1,6 bilhão. O pretexto é que a quebra desses bancos criaria risco sistêmico para a economia. Chico Lopes, ex-presidente do BC, e Salvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, estiveram presos, ainda que por um pequeno lapso de tempo. Cacciola retornou à sua Itália natal, onde vive tranqüilo.
13 - Base de Alcântara - O governo FHC enfrenta resistências para aprovar o acordo de cooperação internacional que permite aos Estados Unidos usarem a Base de Lançamentos Espaciais de Alcântara (MA). Os termos do acordo são lesivos aos interesses nacionais. Exemplos: áreas de depósitos de material americano serão interditadas a autoridades brasileiras. O acesso brasileiro a novas tecnologias fica bloqueado e o acordo determina ainda com que países o Brasil pode se relacionar nessa área. Diante disso, o PT apresentou emendas ao tratado – todas acatadas na Comissão de Relações Exteriores da Câmara.
14 - Biopirataria oficial - Antigamente, os exploradores levavam nosso ouro e pedras preciosas. Hoje, levam nosso patrimônio genético. O governo FHC teve de rever o contrato escandaloso assinado entre a Bioamazônia e a Novartis, que possibilitaria a coleta e transferência de 10 mil microorganismos diferentes e o envio de cepas para o exterior, por 4 milhões de dólares. Sem direito ao recebimento de royalties. Como um único fungo pode render bilhões de dólares aos laboratórios farmacêuticos, o contrato não fazia sentido. Apenas oficializava a biopirataria.
15 - O fiasco dos 500 anos - As festividades dos 500 anos de descobrimento do Brasil, sob coordenação do ex-ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca (PFL-PR), se transformaram num fiasco monumental. Índios e sem-terra apanharam da polícia quando tentaram entrar em Porto Seguro (BA), palco das comemorações. O filho do presidente, Paulo Henrique Cardoso, é um dos denunciados pelo Ministério Público de participação no episódio de superfaturamento da construção do estande brasileiro na Feira de Hannover, em 2000.
16 - Eduardo Jorge, um personagem suspeito - Eduardo Jorge Caldas, ex-secretário-geral da Presidência, é um dos personagens mais sombrios que freqüentou o Palácio do Planalto na era FHC. Suspeita-se que ele tenha se envolvido no esquema de liberação de verbas para o TRT paulista e em superfaturamento no Serpro, de montar o caixa-dois para a reeleição de FHC, de ter feito lobby para empresas de informática, e de manipular recursos dos fundos de pensão nas privatizações. Também teria tentado impedir a falência da Encol.
17 - Drible na reforma tributária - O PT participou de um acordo, do qual faziam parte todas as bancadas com representação no Congresso Nacional, em torno de uma reforma tributária destinada a tornar o sistema mais justo, progressivo e simples. A bancada petista apoiou o substitutivo do relator do projeto na Comissão Especial de Reforma Tributária, deputado Mussa Demes (PFL-PI). Mas o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o Palácio do Planalto impediram a tramitação.
18 - Rombo transamazônico na Sudam - O rombo causado pelo festival de fraudes transamazônicas na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, a Sudam, no período de 1994 a 1999, ultrapassa R$ 2 bilhões. As denúncias de desvios de recursos na Sudam levaram o ex-presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA) a renunciar ao mandato. Ao invés de acabar com a corrupção que imperava na Sudam e colocar os culpados na cadeia, o presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu extinguir o órgão. O PT ajuizou ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a providência do governo.
19 - Os desvios na Sudene - Foram apurados desvios de R$ 1,4 bilhão em 653 projetos da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, a Sudene. A fraude consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos recebidos do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) foram aplicados. Como no caso da Sudam, FHC decidiu extinguir o órgão. O PT também questionou a decisão no Supremo Tribunal Federal.
20 - Calote no Fundef - O governo FHC desrespeita a lei que criou o Fundef. Em 2002, o valor mínimo deveria ser de R$ 655,08 por aluno/ano de 1ª a 4ª séries e de R$ 688,67 por aluno/ano da 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e da educação especial. Mas os valores estabelecidos ficaram abaixo: R$ 418,00 e R$ 438,90, respectivamente. O calote aos estados mais pobres soma R$ 11,1 bilhões desde 1998.
21 - Abuso de MPs - Enquanto senador, FHC combatia com veemência o abuso nas edições e reedições de Medidas Provisórias por parte José Sarney e Fernando Collor. Os dois juntos editaram e reeditaram 298 MPs. Como presidente, FHC cedeu à tentação autoritária. Editou e reeditou, em seus dois mandatos, 5.491medidas. O PT participou ativamente das negociações que resultaram na aprovação de emenda constitucional que limita o uso de MPs.
22 - Acidentes na Petrobras - Por problemas de gestão e falta de investimentos, a Petrobras protagonizou uma série de acidentes ambientais no governo FHC que viraram notícia no Brasil e no mundo. A estatal foi responsável pelos maiores desastres ambientais ocorridos no País nos últimos anos. Provocou, entre outros, um grande vazamento de óleo na Baía de Guanabara, no Rio, outro no Rio Iguaçu, no Paraná. Uma das maiores plataformas da empresa, a P-36, afundou na Bacia de Campos, causando a morte de 11 trabalhadores. A Petrobras também ganhou manchetes com os acidentes de trabalho em suas plataformas e refinarias que ceifaram a vida de centenas de empregados.
23 - Apoio a Fujimori - O presidente FHC apoiou o terceiro mandato consecutivo do corrupto ditador peruano Alberto Fujimori, um sujeito que nunca deu valor à democracia e que fugiu do País para não viver os restos de seus dias na cadeia. Não bastasse isso, concedeu a Fujimori a medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul, o principal título honorário brasileiro. O Senado, numa atitude correta, acatou sugestão apresentada pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) e cassou a homenagem.
24 - Desmatamento na Amazônia - Por meio de decretos e medidas provisórias, o governo FHC desmontou a legislação ambiental existente no País. As mudanças na legislação ambiental debilitaram a proteção às florestas e ao cerrado e fizeram crescer o desmatamento e a exploração descontrolada de madeiras na Amazônia. Houve aumento dos focos de queimadas. A Lei de Crimes Ambientais foi modificada para pior.
25 – Os computadores do FUST - A idéia de equipar todas as escolas públicas de ensino médio com 290 mil computadores se transformou numa grande negociata. Os recursos para a compra viriam do Fundo de Universalização das Telecomunicações, o Fust. Mas o governo ignorou a Lei de Licitações, a 8.666. Além disso, fez megacontrato com a Microsoft, que teria, com o Windows, o monopólio do sistema operacional das máquinas, quando há softwares que poderiam ser usados gratuitamente. A Justiça e o Tribunal de Contas da União suspenderam o edital de compra e a negociata está suspensa.
26 - Arapongagem - O governo FHC montou uma verdadeira rede de espionagem para vasculhar a vida de seus adversários e monitorar os passos dos movimentos sociais. Essa máquina de destruir reputações é constituída por ex-agentes do antigo SNI ou por empresas de fachada. Os arapongas tucanos sabiam da invasão dos sem-terra à propriedade do presidente em Buritis, em março deste ano, e o governo nada fez para evitar a operação. Eles foram responsáveis também pela espionagem contra Roseana Sarney.
27 - O esquema do FATA - Fundação Teotônio Vilela, presidida pelo ex-presidente do PSDB, senador alagoano Teotônio Vilela, e que tinha como conselheiro o presidente FHC, foi acusada de envolvimento em desvios de R$ 4,5 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Descobriu-se que boa parte do dinheiro, que deveria ser usado para treinamento de 54 mil trabalhadores do Distrito Federal, sumiu. As fraudes no financiamento de programas de formação profissional ocorreram em 17 unidades da federação e estão sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público.
28 - Mudanças na CLT - A maioria governista na Câmara dos Deputados aprovou, contra o voto da bancada do PT, projeto que flexibiliza a CLT, ameaçando direitos consagrados dos trabalhadores, como férias, décimo terceiro e licença maternidade. O projeto esvazia o poder de negociação dos sindicatos. No Senado, o governo FHC não teve forças para levar adiante essa medida anti-social.
29 - Obras irregulares - Um levantamento do Tribunal de Contas da União, feito em 2001, indicou a existência de 121 obras federais com indícios de irregularidades graves. A maioria dessas obras pertence a órgãos como o extinto DNER, os ministérios da Integração Nacional e dos Transportes e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Uma dessas obras, a hidrelétrica de Serra da Mesa, interior de Goiás, deveria ter custado 1,3 bilhão de dólares. Consumiu o dobro.
30 - Explosão da dívida pública - Quando FHC assumiu a Presidência da República, em janeiro de 1995, a dívida pública interna e externa somava R$ 153,4 bilhões. Entretanto, a política de juros altos de seu governo, que pratica as maiores taxas do planeta, elevou essa dívida para R$ 684,6 bilhões em abril de 2002, um aumento de 346%. Hoje, a dívida já equivale a preocupantes 54,5% do PIB.
31 - Avanço da dengue - A omissão do Ministério da Saúde é apontada como principal causa da epidemia de dengue no Rio de Janeiro. O ex-ministro José Serra demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar focos do mosquito Aedes Aegypti. Em 2001, o Ministério da Saúde gastou R$ 81,3 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas educativas de combate à dengue. Resultado: de janeiro a maio de 2002, só o estado do Rio registrou 207.521 casos de dengue, levando 63 pessoas à morte.
32 – Verbas do BNDES - Além de vender o patrimônio público a preço de banana, o governo FHC, por meio do BNDES, destinou cerca de R$ 10 bilhões para socorrer empresas que assumiram o controle de ex-estatais privatizadas. Quem mais levou dinheiro do banco público que deveria financiar o desenvolvimento econômico e social do Brasil foram as teles e as empresas de distribuição, geração e transmissão de energia. Em uma das diversas operações, o BNDES injetou R$ 686,8 milhões na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.
33 - Crescimento pífio do PIB - Na "Era FHC", a média anual de crescimento da economia brasileira estacionou em pífios 2%, incapaz de gerar os empregos que o País necessita e de impulsionar o setor produtivo. Um dos fatores responsáveis por essa quase estagnação é o elevado déficit em conta-corrente, de 23 bilhões de dólares no acumulado dos últimos 12 meses. Ou seja: devido ao baixo nível da poupança interna, para investir em seu desenvolvimento, o Brasil se tornou extremamente dependente de recursos externos, pelos quais paga cada vez mais caro.
34 – Renúncias no Senado - A disputa política entre o Senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e o Senador Jader Barbalho (PMDB-PA), em torno da presidência do Senado expôs publicamente as divergências da base de sustentação do governo. ACM renunciou ao mandato, sob a acusação de violar o painel eletrônico do Senado na votação que cassou o mandato do senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Levou consigo seu cúmplice, o líder do governo, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF). Jader Barbalho se elegeu presidente do Senado, com apoio ostensivo de José Serra e do PSDB, mas também acabou por renunciar ao mandato, para evitar a cassação. Pesavam contra ele denúncias de desvio de verbas da Sudam.
35 - Racionamento de energia - A imprevidência do governo FHC e das empresas do setor elétrico gerou o apagão. O povo se mobilizou para abreviar o racionamento de energia. Mesmo assim foi punido. Para compensar supostos prejuízos das empresas, o governo baixou Medida Provisória transferindo a conta do racionamento aos consumidores, que são obrigados a pagar duas novas tarifas em sua conta de luz. O pacote de ajuda às empresas soma R$ 22,5 bilhões.
36 - Assalto ao bolso do consumidor - FHC quer que o seu governo seja lembrado como aquele que deu proteção social ao povo brasileiro. Mas seu governo permitiu a elevação das tarifas públicas bem acima da inflação. Desde o início do plano real até agora, o preço das tarifas telefônicas foi reajustado acima de 580%. Os planos de saúde subiram 460%, o gás de cozinha 390%, os combustíveis 165%, a conta de luz 170% e a tarifa de água 135%. Neste período, a inflação acumulada ficou em 80%.
37 – Explosão da violência - O Brasil é um país cada vez mais violento. E as vítimas, na maioria dos casos, são os jovens. Na última década, o número de assassinatos de jovens de 15 a 24 anos subiu 48%. A Unesco coloca o País em terceiro lugar no ranking dos mais violentos, entre 60 nações pesquisadas. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes, na população geral, cresceu 29%. Cerca de 45 mil pessoas são assassinadas anualmente. FHC pouco ou nada fez para dar mais segurança aos brasileiros.
38 – A falácia da Reforma agrária - O governo FHC apresentou ao Brasil e ao mundo números mentirosos sobre a reforma agrária. Na propaganda oficial, espalhou ter assentado 600 mil famílias durante oito anos de reinado. Os números estavam inflados. O governo considerou assentadas famílias que haviam apenas sido inscritas no programa. Alguns assentamentos só existiam no papel. Em vez de reparar a fraude, baixou decreto para oficializar o engodo.
39 - Subserviência internacional - A timidez marcou a política de comércio exterior do governo FHC. Num gesto unilateral, os Estados Unidos sobretaxaram o aço brasileiro. O governo do PSDB foi acanhado nos protestos e hesitou em recorrer à OMC. Por iniciativa do PT, a Câmara aprovou moção de repúdio às barreiras protecionistas. A subserviência é tanta que em visita aos EUA, no início deste ano, o ministro Celso Lafer foi obrigado a tirar os sapatos três vezes e se submeter a revistas feitas por seguranças de aeroportos.
40 – Renda em queda e desemprego em alta - Para o emprego e a renda do trabalhador, a Era FHC pode ser considerada perdida. O governo tucano fez o desemprego bater recordes no País. Na região metropolitana de São Paulo, o índice de desemprego chegou a 20,4% em abril, o que significa que 1,9 milhão de pessoas estão sem trabalhar. O governo FHC promoveu a precarização das condições de trabalho. O rendimento médio dos trabalhadores encolheu nos últimos três anos.
41 - Relações perigosas - Diga-me com quem andas e te direi quem és. Esse ditado revela um pouco as relações suspeitas do presidenciável tucano José Serra com três figuras que estiveram na berlinda nos últimos dias. O economista Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de Serra e de FHC, é acusado de exercer tráfico de influência quando era diretor do Banco do Brasil e de ter cobrado propina no processo de privatização. Ricardo Sérgio teria ajudado o empresário espanhol Gregório Marin Preciado a obter perdão de uma dívida de R$ 73 milhões junto ao Banco do Brasil. Preciado, casado com uma prima de Serra, foi doador de recursos para a campanha do senador paulista. Outra ligação perigosa é com Vladimir Antonio Rioli, ex-vice-presidente de operações do Banespa e ex-sócio de Serra em empresa de consultoria. Ele teria facilitado uma operação irregular realizada por Ricardo Sérgio para repatriar US$ 3 milhões depositados em bancos nas Ilhas Cayman - paraíso fiscal do Caribe.
42 – Violação aos direitos humanos - Massacres como o de Eldorado do Carajás, no sul do Pará, onde 19 sem-terra foram assassinados pela polícia militar do governo do PSDB em 1996, figuram nos relatórios da Anistia Internacional, que recentemente denunciou o governo FHC de violação aos direitos humanos. A Anistia critica a impunidade e denuncia que polícias e esquadrões da morte vinculados a forças de segurança cometeram numerosos homicídios de civis, inclusive crianças, durante o ano de 2001. A entidade afirma ainda que as práticas generalizadas e sistemáticas de tortura e maus-tratos prevalecem nas prisões.
43 – Correção da tabela do IR - Com fome de leão, o governo congelou por seis anos a tabela do Imposto de Renda. O congelamento aumentou a base de arrecadação do imposto, pois com a inflação acumulada, mesmo os que estavam isentos e não tiveram ganhos salariais, passaram a ser taxados. FHC só corrigiu a tabela em 17,5% depois de muita pressão da opinião pública e após aprovação de projeto pelo Congresso Nacional. Mesmo assim, após vetar o projeto e editar uma Medida Provisória que incorporava parte do que fora aprovado pelo Congresso, aproveitou a oportunidade e aumentou alíquotas de outros tributos.
44 – Intervenção na Previ - FHC aproveitou o dia de estréia do Brasil na Copa do Mundo de 2002 para decretar intervenção na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, com patrimônio de R$ 38 bilhões e participação em dezenas de empresas. Com este gesto, afastou seis diretores, inclusive os três eleitos democraticamente pelos funcionários do BB. O ato truculento ocorreu a pedido do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunitty. Dias antes da intervenção, FHC recebeu Dantas no Palácio Alvorada. O banqueiro, que ameaçou divulgar dossiês comprometedores sobre o processo de privatização, trava queda-de-braço com a Previ para continuar dando as cartas na Brasil Telecom e outras empresas nas quais são sócios.
45 – Barbeiragens do Banco Central - O Banco Central – e não o crescimento de Lula nas pesquisas – tem sido o principal causador de turbulências no mercado financeiro. Ao antecipar de setembro para junho o ajuste nas regras dos fundos de investimento, que perderam R$ 2 bilhões, o BC deixou o mercado em polvorosa. Outro fator de instabilidade foi a decisão de rolar parte da dívida pública estimulando a venda de títulos LFTs de curto prazo e a compra desses mesmos papéis de longo prazo. Isto fez subir de R$ 17,2 bilhões para R$ 30,4 bilhões a concentração de vencimentos da dívida nos primeiros meses de 2003. O dólar e o risco Brasil dispararam. Combinado com os especuladores e o comando da campanha de José Serra, Armínio Fraga não vacilou em jogar a culpa no PT e nas eleições.

Texto atualizado em 13/10/2010 15:57 site www.ptpoa.com.br

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sábado, 9 de outubro de 2010

ATO DA CAMPANHA DILMA PRESIDENTA 14/10


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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Justiça Eleitoral do RS aceita denúncia contra Serra por calúnia e difamação

Eleições 08/10/2010 20h27min

Candidato teria dito que PT tem ligação com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia

A Justiça Eleitoral do Rio Grande do Sul aceitou denúncia contra José Serra, candidato à Presidência da República pelo PSDB, por suspeita de calúnia e difamação. A ação foi movida pelo Ministério Público Eleitoral, que entendeu que o político fez afirmações descabidas sobre o PT e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. Segundo a representação do Ministério Público, o candidato afirmou, em entrevista ao jornal Zero Hora, em julho deste ano, que o PT teria ligação com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e que Pimentel teria sido o autor de um dossiê contra membros do PSDB. No despacho, o juiz pede ao Cartório Eleitoral que requisite à Justiça Federal e à Justiça Estadual de São Paulo os antecedentes de José Serra que deverão ser remetidos ao Ministério Público para a continuidade dos trâmites do processo.

AGÊNCIA BRASIL

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PLENÁRIAS REGIONAIS DE MOBILIZAÇÃO E ORGANIZAÇÃO - 2º TURNO

ALTO URUGUAI
Dino - (54)9904-0286
11/10(segunda)
19 horas
Seminário Nossa Senhora de Fátima

ALTO URUGUAI
Dino - (54)9904-0286
13/10(quarta)
12 horas
Almoço - AABB

ALTOS DA SERRA
João Carlos - (54) 8402 2214
12/10(terça)
19 horas
Câmara de Vereadores de Sananduva

BOTUCARAI
Rildo (55) 3327 4187
12/10(terça)
16 horas
Pavilhão Católico (em frente a Praça) - Soledade

CAMPANHA
A DEFINIR


CAMPOS DE CIMA DA SERRA
13/10 (quarta)
19 horas
Câmara de Vereadores - Vacaria

CARBONIFERA
09/10(sábado)
09h:30min
Sede Santa Catarina, 810 - centro

CELEIRO
09/10(sábado)
14 horas
Câmara de Vereadores

CENTRO
06/10(quarta)
18 horas
Câmara de Vereadores de Santa Maria

ENCONSTA SUP. NORDESTE
08/10(sexta)
19h:30min
Comitê em Casca

FRONTEIRA NOROESTE
08/10(sexta)
17h:30min
Sede PT Santa Rosa

FRONTEIRA OESTE
12/10(terça)
14 horas
em São Gabriel - local a confirmar

GUAPORÉ
07/10(quinta)
19h:30min
Comitê ao lado da Câmara Vereadores

LITORAL NORTE
09/10(sábado)
09 horas
Câmara de Vereadores em Osório

LITORAL SUL
Batata - (53)9954-0607
09/10(sábado)
10 horas
Sede PT Pelotas

MISSÕES
Adelmo - (55)9977-0521
08/10(sexta)
19 horas
Câmara de Vereadores de São Luiz Gonzaga

NOROESTE
Beto-(55)9657-6965
09/10 (sábado)
9 horas
Sede PT Ijuí

PALMEIRA DAS MISSÕES
Grasselli -(54)9938-6617
A DEFINIR

PLANALTO
Sebastião - (54)3622-2382
11/10 - (segunda)
19 horas
sede PSB - Passo Fundo

PORTO ALEGRE
A DEFINIR

SERRA
Miguel - (54)3025-1301
09/10(sábado)
09h:30min
Sede PT Caxias do Sul

VALE DO CAÍ
Carlos - (51)9742-6227
08/10 (sexta)
19h30
Sindicato dos Metalurgicos - R. Tiradentes, 316

VALE DO GRAVATAÍ
Carlito - (51)9978-5487
Relizaram no dia 6/10 reunião com a coordenação Regional/ Executivas dos Partidos que compõem a Coligação/ Vereadores e construíram calendário de atividades para os próximos dias

VALE DO JAGUARI
Sidiney - (55)9966-7488
09/10 (sábado)
15 horas
Câmara Municipal de Jaguari

VALE DO PARANHAMA
Leonel - (51)8531-4832
11/10 (segunda)
18 horas
Comitê PT Taquara

VALE DO RIO DOS SINOS
Ademar-(51)8432-3137
A DEFINIR

VALE DO RIO PARDO
Campis - (51)9775-0030
13/10(quarta)
18 horas
Sede PT Santa Cruz do Sul

VALE DO SAPATEIRO
Elivir - (51)9985-8187
12/10 (terça)
17 horas
Câmara Vereadores Novo Hamburgo (Plenarinho)

VALE DO TAQUARI
Emanuel - (51)8149-0158
A DEFINIR

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AGENDA DILMA PRESIDENTE – 2º Turno PELOTAS

Para o Brasil Seguir Mudando

08/10/10 Sexta-Feira
18h - Bandeiraço – Av.Bento, esq. Osório


09/10/10 Sábado
11h - Concentração no Calçadão
15h – Caminhada na Guabiroba


10/10/10 Domingo
15h – Concentração e Caminhada Laranjal
18h – Concentração Duque de Caxias


11/10/10 Segunda-Feira
15h – Caminhada Vila Princesa
18h – Bandeiraço – Av. Bento, esq. Osório


12/10/10 Terça-Feira
10h – Concentração na Av.Bento (Altar da Pátria – TODO DIA)
15h – Nsª.Srª. Aparecida, Simões Lopes
15h – Caminhada Getulio Vargas


13/10/10 Quarta-Feira
15h – Caminhada Sitio Floresta
18h – Bandeiraço - Av.Bento, esq. Osório


Pega tua bandeira, vem pra rua, vem participar...
É hora de continuar com a luta. Vamos construir a vitória juntos!

OBS. - Saída das caminhadas da Sede do PT Pelotas - General Osório, 1013 - Sempre as 14:30hs.

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PT aproxima relações com a Força Sindical


O presidente municipal do PT Porto Alegre, vereador Adeli Sell, fez ontem (07.10) uma visita de cortesia à direção da Força Sindical. Além de agradecer o apoio dado pela categoria na vitoriosa reeleição do senador Paulo Paim, Adeli também aproveitou o momento para estreitar relações, garantindo a presença do coletivo no governo de Tarso Genro. Cláudio Janta, presidente da Força, assegurou que a categoria está com Tarso e Dilma. Adiantou, inclusive, que estão preparando um documento Agora é Dilma, qualificação já, assinado pelo coletivo Cláudio Janta, que deverá ser distribuído nos próximos dias. A mesma frase poderá ser vista a partir de hoje em muros da capital. "Estamos juntos com a Dilma", garantiu Janta. De acordo com ele, desde o primeiro turno a Força Sindical levantou a bandeira pela eleição de Dilma. "No segundo turno não será diferente", assegurou.

Asscom PT-POA

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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

TRE-RS recalcula quocientes das eleições proporcionais

Com os julgamentos, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de recursos referentes às candidaturas de dois deputados estaduais e um deputado federal, após a data do primeiro turno, o TRE-RS teve de recalcular os quocientes eleitorais dos dois cargos. Quociente eleitoral é o número mínimo de votos que um partido/coligação precisa atingir para eleger parlamentares - somados os votos em candidatos e na legenda. Para deputado federal, este índice era de 193.126 e passou para 197.731, e para deputado estadual era de 113.174 e passou para 113.360.
Foram deferidos pelo TSE os registros da candidata a deputada federal Maria do Rosário Nunes (PT), e dos candidatos a deputado estadual Rui Lorenzato (PT) e Altair Marx Mumbach (PPS), antes indeferidos pela Corte do TRE gaúcho. Dos três, apenas Maria do Rosário se elegeu, com 143.128 votos. Com a alteração, Fernando Marroni (PT), ficou na suplência para o cargo de deputado federal. A nova distribuição pode ser consultada na Divulgação dos Resultados do primeiro turno das Eleições 2010, na página inicial do site TRE.

06/10/2010 18h10min
ASCOM/TRE-RS

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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

2º turno de Dilma

PT gaúcho escala Tarso, Dutra e Pont para o 2º turno de Dilma

No Rio Grande do Sul, o governador eleito, Tarso Genro (PT), o ex-governador Olívio Dutra, o presidente estadual do partido, o deputado estadual reeleito Raul Pont, e o prefeito da cidade de São Leopoldo, Ary Vanazzi, vão formar a linha de frente da coordenação da campanha da candidata do partido à presidência da República, Dilma Rousseff (PT). No primeiro turno, apenas Vanazzi respondia pela coordenação do comitê suprapartidário de Dilma no Estado.
A decisão de colocar os pesos pesados na linha de frente é oficializada na reunião da executiva estadual do PT que ocorre na manhã desta quarta-feira (6) em Porto Alegre, mas já estava na cabeça das lideranças partidárias desde a noite de domingo (3), quando Genro obteve uma vitória histórica ao governo, vencendo a eleição no primeiro turno, enquanto a disputa nacional seguiu para o segundo.
Genro, assim como os demais governadores e senadores aliados eleitos, recebeu a incumbência do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva de assumir a campanha de Dilma em seu Estado. Na terça-feira (5), Lula reuniu todos em Brasília para convocá-los ao trabalho. O ex-ministro também deverá acompanhar Dilma em viagens pelo País e terá um papel de destaque nas agendas da região Sul. O fato de ter sido ministro da Educação e da Justiça e possuir no currículo os projetos do ProUni no primeiro cargo e o Pronasci no segundo será fartamente explorado.
Assim como o PT nacional, o gaúcho tem pressa. Depois da reunião da executiva, Pont, Vanazzi e Olívio seguem para Brasília onde acontecem nesta quarta reuniões da coordenação de campanha de Dilma e de presidentes estaduais do partido. Em reunião com prefeitos e vices na terça, Vanazzi chegou a solicitar que, aqueles que pudessem, tirassem férias ou se licenciassem para melhor se dedicarem à campanha de Dilma em solo gaúcho.
"Todos os diretórios estão orientados a manter os comitês de campanha e, entre os candidatos proporcionais, os que puderem também", resume Pont. O deputado acredita que no Rio Grande do Sul é possível aumentar o leque de alianças, mas as iniciativas devem acontecer rapidamente. O próprio Pont já começou a procurar por deputados estaduais peemedebistas e por integrantes da direção partidária para "estabelecer um diálogo".
No Rio Grande do Sul, PMDB e PT são adversários históricos e, no primeiro turno, o PMDB se dividiu em relação à disputa presidencial. O partido, grande derrotado da eleição estadual, agora vive uma crise interna que pode dificultar as negociações. Nesta quinta-feira (7) à tarde, a executiva estadual peemedebista se reunirá para "juntar os pedaços" e deve apontar um rumo sobre a posição do partido no segundo turno. Na cúpula, existe uma forte tendência pró-José Serra (PSDB). Na base, a maioria dos prefeitos se posicionou ainda no primeiro turno pró-Dilma. O impasse pode não se resolver e a briga de Dilma e Serra será pelos eleitores do partido.
Os petistas acreditam ainda que a candidata ficará com a maior parte dos votos que foram para Marina Silva (PV) no primeiro turno. Entre os gaúchos, Dilma foi a opção de 3 milhões de eleitores, fazendo 400 mil votos a mais do que Serra. Os eleitores de Marina foram 725 mil. Brancos e nulos ficaram em 497 mil.

06 de outubro de 2010 • 11h28 site TERRA Flavia Bemfica

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terça-feira, 5 de outubro de 2010

faltaram 25 mil votos para candidatura de Rosário 'puxar' um nono eleito na Câmara

Cálculo oficial do coeficiente eleitoral, pelo TRE gaúcho, ainda não saiu.
O PT já admite que faltaram cerca de 25 mil votos para a legenda conquistar a nona cadeira na bancada gaúcha, na Câmara dos Deputados. Segundo os cálculos feitos pelo partido, os mais de 143 mil eleitores da deputada Maria do Rosário, que ainda não foram contabilizados oficialmente, não foram suficientes para 'puxar' mais um representante petista. Com isso, o ex-prefeito de Pelotas e atual deputado federal Fernando Marroni - o nono mais votado da nominata federal do PT - fica com a primeira suplência.Para eleger um deputado federal, cada partido no Rio Grande do Sul precisava fazer 200 mil votos, contando todos os válidos, concedidos aos eleitos, não eleitos e à legenda. Pelos cálculos do PT, faltaram cerca de 25 mil votos para chegar a um total de 1,8 milhão, capazes de garantir a nona cadeira. Ainda assim, o partido ampliou a bancada federal, que tem hoje sete representantes.Para o líder da bancada petista na Assembleia, deputado Elvino Bohn Gass, a demora da Justiça Eleitoral em dar um parecer final para o caso de Rosário prejudicou a legenda e pode ter reduzido o potencial eleitoral da candidata nas urnas. O recálculo do PT, contudo, ainda é extraoficial, já que, no TRE, o recálculo, já incluindo os votos de Rosário, só deve ser feito nesta quarta-feira.

05/10/10 _Fonte: Voltaire Porto/Rádio Guaíba

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Garra e energia para vencer o segundo turno

03.10.2010

Garra e energia foram as palavras escolhidas pela candidata Dilma Rousseff para definir como serão os próximos dias na disputa do segundo turno das eleições presidenciais. Num pronunciamento em Brasília, a petista citou os mais de 47 milhões de votos que ela recebeu hoje dos eleitores de todo país.

A candidata salientou que a disputa do segundo turno será importante para detalhar suas propostas, principalmente em relação à erradicação da miséria no país e ao desenvolvimento que atenda todos os 190 milhões de brasileiros. “Vou encarar esse segundo turno com muita garra e energia", disse Dilma, ao lado dos coordenadores de sua campanha e do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

“Agradeço os votos e me sinto honrada por eles. Agradeço os candidatos que concorreram nesse pleito. Cumprimento o candidato José Serra, a candidata Marisa [Silva] pelo desempenho. E cumprimento também o candidato Plínio [Arruda] e os demais candidatos”, afirmou.

Militância

Segundo ela, foi fundamental o papel aguerrido dos militantes de todos os partidos que compõem a coligação Para o Brasil Seguir Mudando na reta final do primeiro turno das eleições. Disse que eles são guerreiros e têm "grande poder de chegada".

“Quero destacar e fazer um agradecimento especial para nossa militância aguerrida, tanto do meu partido como dos partidos aliados. Nós somos bastante guerreiros e somos acostumados a desafios, e somos de chegada. Tradicionalmente, a gente tem desempenhado bom no segundo turno”, disse, animada.

Dilma cumprimentou também os parlamentares aliados e de oposição que se elegeram nesse domingo e comemorou que as eleições transcorreram dentro da normalidade sem grandes incidentes.

“Cumprimento não só as dezenas de senadores e centenas de deputados da base aliada, mas também os senadores e deputados da oposição. Tivemos uma eleição com normalidade e foi um momento especial porque somos uma das maiores democracias do mundo e temos imensa capacidade de viver com o contraditório e as discussões”, salientou.

Entrevista

Dilma fez o breve pronunciamento e convocou os jornalistas para uma entrevista coletiva às 16h de segunda-feira. “Por hoje, faço só uma declaração, tanto em respeito a nossa militância, aos votos que recebemos, mas também em respeito a vocês [jornalistas] que esperaram longamente em todos os lugares que estive”, disse.

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confraternização com miriam e marroni em porto alegre

Companheiro e Companheira,

Você está convidado(a) a participar de CHURRASCO COM MIRIAM E MARRONI.
Será no dia 06 DE OUTUBRO, às 19 horas, na ASSOCIAÇÃO DA BRIGADA MILITAR
(ABAMF), sito à Av Veiga 233 - Porto Alegre - RS.

Vamos comemorar nossas vitórias!

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Agradecimento Miriam Marroni

Companheiros e companheiras,

É com muita alegria e satisfação que passo por aqui para manifestar o meu sincero agradecimento a cada uma das 45.450 pessoas que confiaram seu voto em mim. Com certeza, buscarei honrá-los com a continuidade do meu trabalho.
Quero agradacer ainda cada manisfetação de amizade, carinho e, principalmente, apoio, durante as caminhadas, comícios e pela internet. Cada mensagem de incentivo e força e as centenas de recados enviados pelo orkut, e-mail, twitter e site - antes das eleições - e também aos de parabenização após o resultado. Sem falar nas flores, dezenas de mensagens de celular e ligações que recebi.
Aproveito a oportunidade para pedir desculpas pelas ligações que não pude atender em determinada ocasião, mas recebi os recados deixados a minha assessoria.
Para a felicidade ser completa, depois dessa vitória e a do Governador Tarso, vamos nos unir, fazer uma grande corrente de pedidos de votos aos amigos, vizinhos, conhecidos, ex-colegas, com o objetivo de garantir a continuidade do projeto bem sucedido do nosso presidente Lula. Conto mais uma vez com teu apoio, nesse segundo turno, pois não basta eu representar a região na Assembleia Legislativa, precisamos trabalhar em equipe, com um time de mesma ideologia, afinado às mesmas realizações dos últimos oito anos. Vote 13 no segundo turno!!!
Um abraço fraterno e grande beijo

Miriam Marroni

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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Candidatura de Maria do Rosário é liberada pelo TSE

Petista volta a figurar entre os 10 deputados federais mais votados do Estado.

Brasília - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou durante esta segunda-feira a candidatura de Maria do Rosário (PT) à Câmara Federal dos Deputados. O pedido foi deferido pelo ministro Aldir Passarinho Junior. Maria obteve 143.128 votos no pleito deste domingo, no entanto, seu nome ainda não constava na lista dos deputados eleitos para a legislatura 2011-2014. A petista teve seu registro de candidatura indeferido pela Justiça Eleitoral em função de dívidas referentes a sua campanha à prefeitura da Capital.Após a liberação, a candidata figura entre os 10 deputados federais mais votados do Estado. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ainda fará o cálculo de como ficará a bancada.

Eleições segunda-feira, 4 de outubro de 2010 - 20h17
Fonte: www.jornalvs.com.br

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PT é o partido com mais cadeiras na Assembleia Legislativa do RS


O comparativo com 2006 se refere ao quadro do dia da apuração deste ano. O PT foi o partido que mais ganhou cadeiras em relação a 2006 e também o que elegeu maior número de deputados para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul na eleição 2010. O PT elegeu 14 deputados estaduais, quatro a mais do que em 2006.
Três partidos elegeram dois deputados a menos do que na última eleição para o Legislativo estadual: PP, PPS e DEM (que em 2006, ainda se chamava PFL).
O PMDB elegeu oito deputados para a Assembleia, um a menos que em 2006, mas se manteve como o segundo partido que mais elegeu deputados para a Casa, atrás do PT.O PDT elegeu o mesmo número de deputados que em 2006 (sete), assim como PSDB, que conquistou cinco cadeiras em ambas as eleições, e o PC do B, que manteve a sua única cadeira na Casa com a reeleição de Raul Carrion.O PTB ganhou uma cadeira em relação a 2006, quando elegeu cinco deputados. O PSB elegeu três deputados, um a mais do que na última eleição legislativa. O PRB, que não tinha representação na Casa, elegeu um deputado, Carlos Gomes. Gomes se reelegeu para a Assembleia. Em 2006, ele fazia parte do PPS quando se elegeu.O comparativo com 2006 se refere ao quadro do dia da apuração deste ano.O resultado da composição dos Legislativos poderá ser alterado caso alguma das candidaturas com recursos pendentes na Justiça Eleitoral tornem-se aptas.

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domingo, 3 de outubro de 2010

Nominata Deputados Estaduais e Federais eleitos do PTRS


Deputados(as) Estaduais

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